Max Russi garante Dilmar como líder do governo na AL e que emendas parlamentares começam a ser pagas em março

Na expectativa de colocar fim às especulações sobre mudança na liderança do governo na Assembleia Legislativa, o secretário-chefe da Casa Civil, deputado Max Russi (PSB), assegurou que o deputado Dilmar Dal Bosco (DEM) permanece na função. Ele também anunciou para março, quando a arrecadação Estado deve sofrer sensível melhora,  o início do pagamento das emendas parlamentares, prometido pelo governador José Pedro Taques (PSDB) em reunião com os deputados, no final do ano passado.

A decisão da continuidade de Dilmar Dal Bosco teve participação direta do próprio Max, em diálogo entre ambos. “Está fechado! Dilmar não vai deixar a liderança e estamos bastante tranquilos em relação a isso”, observou ele, durante a cerimônia de inauguração do Ganha Tempo do CPA I (Morada da Serra), na região norte de Cuiabá, nesta segunda-feira (22).

No mesmo evento, Dilmar Dal Bosco não quis dar entrevista e, após elogiar Pedro Taques em seu discurso, avisou que “todos saberiam em breve” quanto à sua definição de sair do cargo ou não.

É do domínio público que Dal Bosco desejava deixar a liderança para se dedicar à campanha pela reeleição. Ele possui base eleitoral em Sinop e outros municípios do Nortão de Mato Grosso, necessitando ampliar as visitas na busca pela reeleição.

Do seu ponto de vista, Max avaliou que Dilmar tem sido de suma  importância nas votações do governo, no plenário das deliberações Renê BArbour, como o PEC do Teto de Gastos e a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2018. Ele também deve ser fundamental nos enfrentamentos acerca da CPI dos Fundos (Fethab e Fundeb), além do pagamento das emendas.

“A vontade do governador é que ele fique até dezembro deste ano”, ponderou Russi. Ele  observou que não houve interferência do Palácio Paiaguás nas assinaturas que resultaram na criação da CPI do Fethab e o fato de Dilmar ter assinado não provoca mal estar na base aliada. “Creio que não existe desconforto, pois ele [Dilmar] assinou porque o governo não tem problema com a CPI. Não teve negativa do governador e nem da Casa Civil”, afiançou Russi, ao lado de vários líderes comunitários de Cuiabá.

Emendas 
Max Russi assegurou que os R$ 50 milhões em emendas parlamentares acordados com os deputados estaduais serão pagos a partir de março, desde que haja na arrecadação do governo de Mato Grosso. O novo secretário de Estado de Fazenda, procurador Rogério Gallo, projetou para “março ou abril” a melhor no desempenho da receita própria.

“É certo que o ano começou melhor e acredito que a partir de março teremos fôlego para honrar os compromissos financeiros. Se tiver recurso, vamos pagar as emendas sim”, ponderou o titular da Casa Civil, para a reportagem do Olhar Direto, tomando o cuidado de não fixar datas nem valores.

Max Russi argumentou que as emendas para a Secretaria de Estado de Saúde têm precedência, na busca para reduzir a forte crise que vive o setor. Ele comparou o esforço da Assembleia Legisaltiva à emenda impositiva da Bancada de Mato Grosso no Congresso, no valor de R$ 100 milhões, a serem liberados brevemente pelo Governo Michel Temer.

“É um setor que está bastante sensível. Esperávamos o dinheiro da bancada federal [para dezembro de 2017], mas até o momento não foi liberado pela União. Então, o governador Pedro Taques determinou que as indicações dos deputados estaduais para a saúde tenham prioridade, neste momento”, complementou Max Russi.

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