Ministro canadense renuncia após ser acusado de assédio sexual

Kent Hehr, ministro dos Esportes e das Pessoas com Deficiências do Canadá, foi denunciado por uma mulher pelo Twitter.

O ministro canadense Kent Hehr em foto de 25 de janeiro de 2016 (Foto: Chris Wattie/Reuters)

O ministro dos Esportes e das Pessoas com Deficiências do Canadá, Kent Hehr, renunciou nesta quinta-feira (25) após ser acusado de assédio sexual por uma mulher em uma série de mensagens no Twitter.

Os tuítes que provocaram a renúncia de Hehr acusam o agora ex-ministro de fazer comentários sexuais a uma mulher e diz que outras temiam encontrar com ele em elevadores porque se sentiriam inseguras.

O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, disse em comunicado ter aceitado a renúncia de Hehr. “O assédio de qualquer tipo é inaceitável, e os canadenses têm o direito a viver e trabalhar em ambientes onde não ocorre assédio”.

Trudeau também afirmou que, “como governo, levamos a sério as acusações de má conduta e acreditamos ser importante apoiar as mulheres que fazem as acusações – e é exatamente isso que fará o nosso governo”.

Não foi a primeira vez que Hehr foi acusado de ações inadequadas. No ano passado, o cadeirante foi denunciado por um grupo de pessoas com deficiência de realizar comentários ofensivos.

Hehr manterá seu cargo de deputado do Partido Liberal, mas suas funções ministeriais serão assumidas pela ministra de Ciências, Kirsty Duncan.

Outra renúncia

A saída de Kent Hehr ocorre horas depois que outro importante político canadense, o líder do Partido Conservador da província de Ontário, Patrick Brown, renunciou após ser acusado por duas mulheres de assédio sexual.

As acusações tinham sido feitas em um programa de televisão na noite anterior. Quinze minutos antes da transmissão do programa, Brown convocou uma entrevista coletiva, negou as acusações e disse que se defenderia.

A renúncia do político acontece poucos meses antes das eleições em Ontário. As pesquisas apontavam que ele venceria com facilidade a disputa local, encerrando os 14 anos ininterruptos de governos liberais.

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