PACIENTES CORREM RISCO DE VIDA EM HOSPITAL

COMPLEXO HOSPITALAR JD. CUIABA NÃO POSSUIU LEGALIDADE PARA SEU FUNCIONAMENTO

Complexo Hospitalar Jd. Cuiaba

TOTALMENTE irregular e sob crime ambientais e sanitários, sendo inclusive o único no brasil que funciona sem os devidos licenciamentos, que expõem a risco os pacientes e suas vidas.

Mofo, infiltração, soro manipulado de forma inadequada, irregularidades na esterilização de materiais, procedimentos cirúrgicos, esses são alguns dos problemas que um Hospital possui quando não está devidamente autorizado ou licenciado a funcionar.

A importadora e exportadora Jardim Cuiabá é a nova administradora do Nosocômio Jardim Cuiabá, cujo nome atual (fantasia) é complexo hospitalar de Cuiabá e a atual administração é tão grotesca e mal gerida que conseguiram ter um alvará vigilância sanitária indeferido.

Se não bastasse o indeferimento do alvará sanitário, que proíbe o funcionamento do Hospital, encontra-se com mais irregularidades que foram levantados por nossa redação, como falta de alvará do corpo de bombeiros e licença ambiental.

No caso dos ares-condicionados da instituição, deveriam estar passando por rotinas preventivas de limpeza e manutenção. Em uma UTI, principalmente, devido à sua complexidade, precisa de até um plano de limpeza, uma vez que sujos causam proliferação de micro-organismos nocivos, e levam a infecções fatais a pacientes debilitados.

Um fato muito grave e visto de perto por nossa redação foram os dejetos altamente contaminantes que são despejados pela lavanderia do Hospital que não é terceirizada, mas sim própria.

Para melhor elucidar esse fato exemplificamos um caso onde o lençol sujo com sangue que é lavado nas lavadoras industriais do Hospital tem esse resíduo despejado DIRETAMENTE no esgoto que vai para um córrego e em seguida para o Rio Cuiabá.

Esse fato de despejar agua suja no rio, causa proliferação de bactérias resistentes que podem não morrer durante o trajeto, contaminando o rio, e posteriormente, vai parar na caixa d´agua das residências.

Essas e demais irregularidades permeiam um Hospital que ao invés de cuidar das vidas ESTÁ TIRANDO VIDAS DOS PACIENTES.

SAIBA MAIS

Pesquisa do Instituto Latino-Americano de Sepse (ILAS) aponta que, em algumas regiões brasileiras, o índice de mortalidade por Sepse pode chegar a 70%. Estima-se que 400 mil novos casos são diagnosticados por ano e 240 mil pessoas morrem, anualmente, nas UTIs brasileiras após terem seus quadros de infecção agravados. Ainda segundo o instituto, a cada segundo no mundo um paciente morre por sepse: são 30 milhões de pessoas acometidas a cada ano no planeta, com mais de seis milhões de casos neonatal e na primeira infância, e mais de 100 mil casos de sepse materna. Atualmente, a sepse é a principal causa de mortes nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), chegando a fazer mais vítimas do que o infarto do miocárdio e alguns tipos de câncer.

PALAVRA DO ESPECIALISTA

Esta redação procurou um especialista para solicitar informações sobre o caso que nos relatou que a infecção hospitalar é um agravo importante da nossa realidade que pode causar risco gigantesco a saúde do paciente. As principais causas da Infecção Hospitalar são: esterilização e desinfecção inadequada dos artigos e equipamentos, quebra nas rotinas de limpeza do hospital, quebra dos procedimentos de rotina da enfermagem e médica. A falta de licenças obrigatórias potencializa esse risco, uma vez que a instituição, por algum motivo, não cumpriu as exigências básicas para exercer a atividade proposta.

Cerca de 829 brasileiros morrem diariamente em hospitais públicos e privados por falhas que poderiam ser evitadas, segundo o Anuário da Segurança Assistencial Hospitalar no Brasil, realizado pelo IESS (Instituto de Estudos de Saúde Suplementar) em parceria com a Faculdade de Medicina da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

Para prevenção da infecção é necessário estabelecer normas técnicas e cumpri-las com rigor. Cabe ainda ao hospital, acompanhar sua equipe sobre a importância do uso correto das técnicas de trabalho e verificar como estão se processando: a limpeza de pratos e talheres do paciente; o transporte da roupa de cama, funcionamento de seu CME, normas exigentes de controle em centro cirúrgico, UTI, além de seguir uma séria de normativas e leis existentes, antes e após o uso. E no funcionamento do Nosocômio até mesmo uma técnica de limpeza usada pelos serviços de zeladoria interferirá diretamente na qualidade do controle de infecção do hospital.

O Complexo Hospitalar de Cuiabá está seriamente comprometido com alvará de vigilância sanitário indeferido e sem controle das infecções que estão extremamente expondo vidas dos pacientes.

 HOSPITAL COMPLEXO HOSPITALAR JARDIM CUIABÁ

Pela gravidade do problema é necessário instituir-se, no” Hospital, medidas de controle e tratamento da infecção hospitalar, com a finalidade primordial de zelar pelo bem-estar do paciente, conseguindo a diminuição da permanência do mesmo no hospital, e consequentemente a diminuição do custo/paciente e isto o nosocômio não tem feito, onde sequer existe Controle do ambiente, quanto mais controle das infecção que levam a morte.

Segundo Portaria nº 2.616, de 12 de maio de 1998, do Ministério da Saúde (MS) 2, Infecção Hospitalar (IH) é aquela adquirida após a admissão do paciente e que se manifeste durante a internação ou após a alta, quando puder ser relacionada com a internação ou procedimentos hospitalares, justamente essa é que se encontram expostos os pacientes que lá se encontram internados devido à falta de controle e preenchimento dos requisitos ambientais/sanitários necessários.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A infecção hospitalar é um grave problema de saúde pública e representa um grande desafio a ser enfrentado pelo poder público para a execução das ações de prevenção e controle de infecção nas instituições hospitalares.

Falta de “vontade e iniciativa” dos sujeitos, entretanto, não desvinculamos a valorização das ações de capacitação e conscientização dos agentes (trabalhadores e usuários) articulados em consonância com os gestores dos serviços além de um golpe aplicado na sociedade que ocorreu dentro do Hospital Jardim Cuiabá o mesmo pecando seriamente com isto que ao final quem paga a conta e a população e seus consumidores que lá talvez entram andando e devido a uma infecção não sai da forma como entrou podendo sair para a funerária.

Fotos da fossa da lavanderia do hospital.

TRANSMISSÃO ATRAVÉS DO AR

Ao contrário do solo e da água, o ar não tem flora microbiana própria e os microorganismos nele encontrados decorrem de contaminação que se verifica através de vários agentes.

Durante a respiração normal, o ar expirado é praticamente estéril e a contaminação da atmosfera ambiente, conseqüentemente nula. Todavia, durante a conversação, a tosse e principalmente o espirro, um número variável de partículas contaminadas é expelido.

A profilaxia das infecções aerógenas envolve um conjunto de medidas: supressão de portadores, uso obrigatório de máscaras e esterilização do ar por meios físicos ou químicos.

A poeira hospitalar é constituída por partículas que variam entre 10 e 150 micras. Seu papel na transmissão das infecções hospitalares é indireto pela contaminação de fômites. O controle dessa via de transmissão implica na eliminação de eventuais reservatórios e na limpeza e desinfecção diária do ambiente.

Importância do ar na transmissão das infecções pós-operatórias – Geralmente valoriza-se exageradamente a importância do ar nas infecções pós-operatórias e ignora-se outras causas mais importantes. Convém portanto afirmar que os surtos de infecção pós-operatória decorrem mais de falhas técnicas individuais de assepsia da equipe cirúrgica e da contaminação endógena.

Medidas preventivas contra infecção hospitalar – Impõe-se sejam adotadas normas e diretrizes com a finalidade específica de implantar um programa de medidas preventivas no sentido de prevenir a incidência das infecções e combater a sua propagação quando já instalada e mais uma vez o Hospital complexo Jardim Cuiabá é o único que não tem o mínimo básico de tudo isso estando inapto a funcionar.

Veja a morte por contaminação de uma paciente.

https://www.paginadoestado.com.br/2018/08/25/mulher-morre-com-intestino-perfurado-e-infeccao-depois-de-bariatrica-realizada-no-complexo-hospitalar-de-cuiaba/

 

 

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