Secretário da Casa Civil de Taques diz que Mendes exagera

Marcus Vaillant

Secretário-chefe da Casa Civil, Ciro Rodolpho Gonçalves criticou a iniciativa do governador eleito Mauro Mendes (DEM) de recorrer ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) para barrar portarias assinadas pelo atual governador, Pedro Taques (PSDB), e pelo secretário de Estado de Saúde, Luiz Soares. A publicação se refere ao recurso na ordem de R$ 82 milhões destinado ao custeio do novo pronto-socorro de Cuiabá.

Segundo Ciro, a portaria não vai aumentar as despesas do Estado, como Mauro Mendes chegou a afirmar. Ele sustenta que o dinheiro é fruto do compromisso firmado com a bancada mato-grossense no Congresso, em outubro do ano passado, de que o recurso seria aplicado na aquisição de equipamentos para a nova unidade hospitalar.

“Dialogar via imprensa é ruim. Só temos a lamentar sobre isso. Nos colocamos à disposição com nossa equipe de transição para evitar isso. Talvez, o novo governador esteja sendo mal assessorado ou não está ouvindo a sua assessoria. Ou, por ter ficado de férias por duas semanas, não tenha conseguido ver a real dimensão da necessidade dos serviços públicos essenciais”, criticou o secretário.

Mauro Mendes afirmou que Pedro Taques estava passando um “cheque em branco” que acabaria sendo pago na sua gestão, que tem início em janeiro. Ciro, no entanto, sustenta que a utilização dos R$ 82 milhões -inicialmente destinados ao pronto-socorro – para o custeio das atividades do hospital foi divulgada há algum tempo e oficializada em um termo de compromisso.

“A gestão estadual vai transferir R$ 82 milhões em 30 parcelas de R$ 2,7 milhões para o custeio e funcionamento da unidade de saúde o mais rápido possível e isso não é uma nova dívida como afirmam, mas sim um compromisso firmado há muito tempo”, garantiu.

Ao criticar a postura de Mendes, Ciro comentou sobre o atraso na formação da equipe de transição e deu a entender que somente um mês depois do pleito é que o novo governador ficou sabendo das informações do atual governo.

Na avaliação do secretário, o democrata tem feito uma interpretação incorreta dos atos de Pedro Taques e tem considerado, “exageradamente”, tudo tem sido feito como um golpe para prejudicar sua gestão. “Nos colocamos à disposição para esse diálogo franco, transparente e foi exatamente para evitar isso”, comentou o secretário.

Fonte: Gazeta Digital

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