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Dilmar Dal Bosco pede grande reflexão dos setores sobre projetos de Mendes

João Vieira

Ex-líder do ex-governador Pedro Taques (PSDB) na Assembleia Legislativa e agora se colocando praticamente como líder do governador Mauro Mendes (DEM), o deputado estadual Dilmar Dal Bosco (DEM) defendeu as medidas que o chefe de Estado quer implementar para tentar reequilibrar as contas, o que depende da aprovação de 4 projetos de lei que serão apresentados nesta quinta-feira (10).

“Nós do partido Democratas, junto com o deputado Botelho, escolhemos o mês de janeiro pra ajudar na aprovação dessas leis, são leis importantes para o Estado de Mato Grosso”, afirmou após reunião entre o executivo e os parlamentares, no Palácio Paiaguás, nesta quarta-feira (9).

Questionado se vê clima para aprovação das matérias, que tratam sobre reforma administrativa, Lei de Responsabilidade Fiscal, Lei Orçamentária Anual e Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), Dilmar afirmou que o governo tem se mostrado aberto ao diálogo com todas as partes interessadas, especialmente os deputados. “Foi explicado pra todo mundo. O governador colocou à disposição dos parlamentares a equipe econômica”, afirmou.

O democrata pediu que todos os setores diretamente afetados pelas leis propostas façam uma “grande reflexão”, no sentido de aderirem. Dilmar afirmou que o governador Mauro Mendes e o vice-governador Otaviano Pivetta (PDT), que é integrante do setor do agronegócio, já conversaram com produtores e ainda terão novas agendas. Ele pontuou ainda que a proposta do Fethab 2 traz melhorias em relação ao que era praticado no antigo governo.

“Em 2018, por exemplo, de tudo que foi arrecadado no Fethab foi prometida uma conta única de R$ 520 milhões. Só foi para a Sinfra R$ 220 milhões. Então, o que está propondo nessa nova lei? Ela aumenta um pouco, mas deixa claro o percentual dele: 65% vai ficar exclusivamente pro governo, 35% vai pra uma conta única da Sinfra, pra infraestrutura, chegando ao montante de arrecadação de R$ 550 milhões, que vai ser administrado e gerido pela Sinfra, com o apoio do vice-governador, que é do agronegócio”, disse.

Em relação ao debate com os poderes, com os quais o governo pretende atingir a redução dos duodécimos, já tendo proposto na Lei Orçamentária Anual (LOA 2019) o corte de R$ 35 milhões da Assembleia Legislativa e de R$ 17 milhões no Tribunal de Contas do Estado (TCE), Dilmar Dal Bosco afirma que as conversas com o Tribunal de Justiça e com o Ministério Público Estadual (MPE) vão ocorrer para atingir este mesmo objetivo.

Porém, ele avalia que se for acordado pelo menos a manutenção dos valores já praticados, será um “grande ganho”. “Eu acredito que com isso a gente diminui e a gente consegue achando o equilíbrio fiscal”. O democrata propôs ainda que os poderes analisem o que ficou de restos a pagar do ano passado e apresentem ao Executivo para que este se comprometa com os pagamentos, em troca da concessão ao pedido do governo.

Fonte: Gazeta Digtial

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