Estudante que sobreviveu a atropelamento deixa UTI do Hospital Geral

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Única sobrevivente do atropelamento em frente à casa noturna Valley Pub, a estudante Hya Girotto, 21, saiu da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral (HGU) nesta quarta-feira (9). Ela passou por sua 4ª cirurgia e se recupera bem.

“Ela já está conversando, se alimentando normal. Está sem sonda, sem sedativo. Por enquanto não há a possibilidade de outra cirurgia. Ela ainda precisa fazer exames para ver se tem obstruções, então está em observação”, explicou seu irmão, Leandro Girotto.

Oito dias após o acidente, ela foi retirada de um coma induzido. No dia 4 de janeiro, a vítima andou pela primeira vez e começou a se alimentar sem a sonda. Desde então, já realizou 4 cirurgias nos braços.

No dia 23 de dezembro, Myllena Inocêncio, 22, Ramon Alcides, 25, e Hya saíam da boate quando foram atropelados pela professora Rafaela Screnci, 33. De acordo com a Delegacia de Delitos de Trânsito (Deletran), ela trafegava pelo sentido bairro-centro quando atingiu os pedestres.

Myllena morreu na hora e os outros 2 ficaram em estado gravíssimo. Eles foram socorridos pela equipe médica do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhados para o Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá.

Ramon morreu 5 dias após o acidente com traumatismo craniano. Hya foi a única sobrevivente. Por meio das redes sociais, amigos da jovem fizeram uma “vaquinha” com o intuito de arrecadas dinheiro para custear despesas futuras, como tratamento psicológico e acompanhamento de um fisioterapeuta. Até esta quinta-feira (10), R$ 6,2 dos R$ 10 mil pedidos já foram angariados.

O caso       

Depois de atropelar os jovens, Rafaela se negou a fazer o teste do bafômetro e foi encaminhada para o Instituto Médico Legal (IML) para fazer exames clínicos e, em seguida, conduzida para Central de Flagrantes para medidas criminais e administrativas.

A suspeita ganhou liberdade no dia 24 de dezembro, após passar por audiência de custódia. Conforme decisão do juiz Jeverson Quinteiro, Rafaela deve pagar fiança estabelecida em R$ 95, mil. Como medida cautelar, ela teve a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) recolhida, deve comparecer mensalmente em juízo e se recolher rotineiramente nos períodos noturnos e aos finais de semana.

Fonte: Gazeta Digital

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