Jornal Página do Estado

Sem acordo, Fórum Sindical ameaça greve geral unificada

Otmar de Oliveira

O Fórum Sindical, por meio de nota nesta quarta-feira (9), indicou a construção de uma possível greve geral unificada a partir de fevereiro e, ainda, deu carta branca para que as entidades deflagrem greve em janeiro, caso se mobilizem.

A reivindicação é uma resposta às decisões do governador Mauro Mendes (DEM) com referência ao pagamento de salários, 13ª e Revisão Geral Anual (RGA). Os sindicalistas se dizem insatisfeitos com o posicionamento de Mendes durante reunião na última terça-feira (8).

“Embora a reunião tenha sido muito importante para o início da relação governo – trabalhadores, ela não indicou qualquer alteração na determinação do governo mudar a política de resolução dos problemas fiscais com o não pagamento dos salários dos servidores: 13° de novembro e dezembro, salário de dezembro e quanto ao RGA referente ao ano de 2018 sequer foi aventada solução pelo governo”, diz trecho da nota.

Ainda, os sindicalistas explicitaram que não devem negociar o que chamaram de “direito fundamental à verba alimentícia” e que não devem se silenciar frente à decisão governamental.

“Assim, as entidades reunidas deliberam que todos sindicatos devem fazer suas assembleias permanentes durante o mês de janeiro até início de fevereiro;  a constituição imediata de um grupo de estudos sobre os números da receita e despesa do Estado […]; deflagrar campanha em defesa dos serviços públicos e dos servidores”.

Pagamento

Durante a reunião, não houve novidade quanto aos proventos que ficaram pendentes de pagamento pela gestão do ex-governador Pedro Taques (PSDB). A quitação dos salários relativos ao mês de dezembro ocorrerá entre 10 e 30 de janeiro e o 13°, que está atrasado junto aos servidores que fizeram aniversário em novembro e dezembro e todos os comissionados, será pago em 4 parcelas.

Ainda, segundo Mendes, o governo deve mudar a forma de parcelar os salários em janeiro. Todos os servidores devem receber juntos os mesmos valores até que toda a folha seja liquidada.

“No próximo mês, se o sistema assim permitir, se os nossos técnicos conseguirem fazer essa alteração, nós vamos mudar e fazer um pagamento por faixa de valor, onde todos os mais 100 mil servidores vão receber um valor que o caixa permitir, R$ 5 mil, R$ 6 mil pra todo mundo. Não interessa quanto a pessoa ganha, vamos pagar, se for possível, R$ 5 mil, R$ 6 mil, R$ 7 mil”, disse.

Fonte: Gazeta Digital

Jornal Página do Estado

Leia também:

Prefeitura busca solução para salários da Santa Casa

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), afirmou que busca solução jurídica e garantias que …