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Advogados e colaboradores estariam poupando Judiciário em delações, acredita procurador

Carlos Fernando Lima fala em filtros para evitar que Lava Jato chegue ao Judiciário. Discussão já havia sido levantada por Eliana Calmon.

A Lava Jato começou devastando o Poder Legislativo. Não demorou para que chegasse também ao Executivo. Mas, e quanto ao Judiciário?

No Legislativo, mais de 50 parlamentares estão envolvidos, vários deles condenados. Sobre o Poder Executivo, temos hoje um ex-presidente condenado, outro denunciado. Mas há quem aposte que a grande incógnita está no Judiciário. Afinal, a operação vai chegar aos problemas da Justiça?

O procurador da República Carlos Fernando Lima, que esteve à frente da força-tarefa por mais de quatro anos, acredita que pode haver uma omissão proposital por parte de advogados e colaboradores.

O mesmo foi apontado, no ano passado, pela ministra aposentada do STJ e ex-corregedora Nacional de Justiça Eliana Calmon. Segundo ela, para os próprios advogados não é interessante que haja delação de magistrados. “Os juízes não perdoam.”

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CPI do Judiciário

Pensando na necessidade de fiscalização dos membros da Justiça, o senador Alessandro Vieira apresentou, na última terça-feira, 5, recomendação sobre a abertura de CPI para investigar membros das Cortes Superiores.

O documento já tem as 27 assinaturas necessárias para a abertura da Comissão. Cabe, agora, ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidir pela instalação.

Fonte: Migalhas

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