Jornal Página do Estado

Lesco pede novo interrogatório para revelações sobre grampos

Otmar de Oliveira

A defesa do ex-chefe da Casa Militar, Evandro Alexandre Ferraz Lesco, ingressou com pedido de reinterrogatório do coronel antes do julgamento marcado para os próximos dia 20, 21 e 22 de março, caso conhecido como “grampolândia pantaneira”.

O pedido de Lesco cai como uma bomba no caso e sinaliza para declarações que podem causar reviravolta. Todos os réus no caso já tinham apresentado suas alegações finais. Porém, com o requerimento, novas revelações poderão fazer com que outros réus também solicitem reinterrogatórios.

Os coronéis da Polícia Militar Zaqueu Barbosa (ex-comandante geral da PM), Evandro Alexandre Ferraz Lesco (ex-chefe da Casa Militar), Ronelson Jorge de Barros, o tenente-coronel Januário Antônio Edwiges Batista e o cabo Gerson Luiz Ferreira Corrêa Júnior, se tornaram réus no caso dos grampos ilegais em 2017.

Em suas alegações finais, o Ministério Público Estadual (MPE) pede a condenação de Zaqueu Barbosa pelos crimes de falsificação de documento público, falsidade ideológica e realização de operação militar sem ordem superior. A condenação pode chegar até 23 anos de prisão.

O MPE também pediu a condenação do cabo Gerson Corrêa por falsificação de documento público e falsidade ideológica, cuja pena pode chegar até 18 anos de prisão, devido à continuidade delitiva.

No caso de Evandro Lesco, foi solicitada a condenação pelo crime de realização de operação militar sem ordem superior, que prevê de 3 a 5 anos de prisão. Em relação aos acusados Ronelson Jorge de Barros e Januário Batista, o Ministério Público se posicionou pela absolvição.

Os grampos

Reportagem do programa Fantástico, da Rede Globo, revelou na noite de 14 de maio de 2017 que a Polícia Militar em Mato Grosso grampeou de maneira irregular uma lista com dezenas de pessoas que não eram investigadas por nenhum crime.

A matéria destacou como vítimas a deputada estadual Janaína Riva (MDB), o advogado José do Patrocínio e o jornalista José Marcondes Neto, conhecido como Muvuca. Eles são apenas alguns dos “monitorados”.

O esquema de arapongagem já havia vazado na imprensa local após o início da apuração de Fantástico. As escutas telefônicas clandestinas eram realizadas na modalidade “barriga de aluguel”, quando investigadores solicitam à Justiça acesso aos telefonemas de determinadas pessoas envolvidas em crimes e no meio dos nomes inserem contatos de não investigados.

Fonte: Gazeta Digital

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