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Conselho decide pela permanência de Ledur nos Bombeiros

Divulgação

Conselho de Justificação instaurado para apurar a conduta da tenente Izadora Ledur Souza Dechamps no treinamento que resultou na morte do aluno Rodrigo Claro chegou à conclusão que ela “reúne condições de permanecer na ativa do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso”.

Conforme a Portaria nº 44/2016, o objetivo era apurar possíveis práticas de transgressões militares praticadas pela 1ª tenente. De acordo com parte da decisão que a reportagem teve acesso, Ledur só foi considerada culpada “por ter desferido golpes com nadadeiras em alguns alunos”.

O Conselho de Justificação, criado no ano passado, foi composto por três oficiais da ativa, de posto superior ao da acusada. A conclusão, pela permanência da tenente na Corporação, foi definida no final de fevereiro e o documento encaminhado ao governador do Estado, Mauro Mendes. O governador, por sua vez, encaminhou os autos originais do Conselho de Justificação para apreciação do Tribunal de Justiça, como determina a Lei. São 8 volumes.

O processo foi distribuído para a Turma de Câmaras Criminais Reunidas e o relator é o desembargador Rondon Bassil Dower Filho.

Caso

Rodrigo Claro morreu no dia 15 de novembro de 2016 após participar de treinamento e atividades aquáticas, pelo 16º Curso de Formação de Soldado Bombeiro do Estado de Mato Grosso. Segundo denúncia do Ministério Público, a vítima foi submetida a sessões de afogamento durante a travessia na lagoa, sob o comando da tenente Ledur, o que resultou na morte.

Ledur responde também processo criminal, por tortura com resultado morte, na Justiça Militar. Na próxima semana, por sinal, serão ouvidas as últimas testemunhas e está marcado também o depoimento da acusada. A tenente ficou mais de 700 dias de licença médica após a morte do aluno. Voltou recentemente para a corporação e tenta a promoção para capitã.

Fonte: Gazeta Digital

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