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Caseiro é condenado a 48 anos de prisão por morte de procuradores

TJMT

José Bonfim Alves de Santana, réu confesso da morte dos procuradores Saint’Clair Martins Souto e Saint’Clair Diniz Martins Souto em 2006 foi condenado a 47 anos e 3 meses de prisão, mais 1 ano e 6 meses de detenção e 40 dias de multa, em uma pena total de 48 anos, 10 meses e 10 dias. O julgamento ocorreu na terça-feira (06), em Vila Rica (1.259 km a Nordeste de Cuiabá).

A previsão inicial era de que o julgamento durasse 3 dias, porém, o réu permaneceu em silêncio perante o júri e o caso foi julgado em apenas um dia, com término por volta das 23h30. Foi montado um esquema reforçado de segurança por causa da repercussão do caso.

O júri reconheceu que José praticou o crime “mediante recurso que dificultou a defesa da vítima (…), mediante motivo torpe” e que o assassinato de pai e filho “foi cometido para assegurar vantagem de outro crime”.

José foi condenado por homicídio, ocultação de cadáver, fraude processual e posse irregular de arma de fogo.

Segundo o Ministério público do Estado (MPE), o réu era caseiro da fazenda das vítimas e cometeu os homicídios porque pai e filho descobriram que ele roubava gado da propriedade e iriam denunciá-lo. José foi preso dias depois e acabou confessando o crime.

Fonte: Gazeta Digital

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