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Juiza diz que Nadaf não provou “hipossuficiência” e terá que pagar por ação

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Pedro Nadaf – ex-secretário da Casa Civil, da era Silval -, teve pedido de defesa gratuita negado pela juíza Katia Rodrigues Oliveira, da Vara Única de Poconé (a 104 km de Cuiabá), em um processo de reintegração de posse que ele move contra os pecuaristas Roberto Peregrino Morales e Roberto Peregrino Morales Junior.

Nadaf é delator das ações penais derivadas das operações Ararath, Sodoma e Seven e condenado a mais de 7 anos de prisão

De acordo com a ação, o ex-secretário não teria condições de arcar com as despesas do processo. Ele é delator das ações penais derivadas das operações Ararath, Sodoma e Seven e condenado a mais de 7 anos de prisão. Segundo o ex aliado da gestão de Silval, ele não tem renda fixo e  vive apenas de recursos de locação que são destinados exclusivamente para despesas própria e da família.

Ao analisar o pedido, a magistrada afirmou que o ex-secretário deixou de juntar documentos que comprovam que não possui condições de arcar com as despesas processuais. Para a magistrada, o extrato de conta corrente entregue por Nadaf não seria prova suficiente, capaz de atestar a “hipossuficiência” alegada.

Em um trecho de sua justificativa a juíza ainda afirma que a “alegação do requerente não acompanha nenhuma prova contundente que justifique o deferimento do benefício, razão pela qual o pedido não merece prosperar”.

No processo, Nadaf acusa os pecuaristas de terem invadido sua fazenda, denominada DL , em agosto de 2018, quebrando os cadeados e soltando os “semoventes” (animais de bando como bovinos e suínos) no pasto. A fazenda, localizada em Poconé, tem área total de 674 hectares e está avaliada em R$ 5,9 milhões.

Na ação, Nadaf pede a reintegração de posse da fazenda citando que a entregou em seu acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República e homologada pelo Supremo Tribunal Federal para ressarcimento ao erário. No total, o ex-secretário se comprometeu a devolver mais de R$ 17,5 milhões.

O ex-secretário diz ainda que os pecuaristas chegaram a propor ação de reintegração de posse, com tramite perante a Vara Única da Comarca de Poconé, no entanto, não conseguiram reaver o imóvel pela via judicial e, “passaram para medida mais drástica, e não medindo esforços para ingressar ilegalmente no imóvel, sendo que em 28 de agosto de 2018, invadiram a área, quebrando cadeado e soltado semoventes no pasto”, pontua a ação.

Fonte: O Bom Da Noticia

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