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Prefeito de Aripuanã pede que PF devolva materiais a garimpeiros

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O prefeito de Aripuanã (1.002 km a noroeste de Cuiabá), Jonas Canarinho (PR), iniciou uma campanha para sensibilizar a Polícia Federal (PF) a devolver os pertences apreendidos durante a operação que desarticulou um garimpo ilegal na cidade na segunda-feira (7).

De acordo com Canarinho, famílias investiram muito dinheiro para tentar a existência com a extração dos minérios, mesmo que de maneira ilegal.

“Eu estou em Brasília e estou tentando fazer a articulação para sensibilizar os órgãos competentes para não queimarem esses objetos, que é a praxe. Queremos que eles deem a oportunidade para que essas famílias peguem seus objetos e vão embora para suas casas”, afirmou ao Gazeta Digital, nesta terça-feira (8).

A estimativa é de que pelo menos 2 mil pessoas trabalhavam na região há mais de um ano. Um garimpeiro ainda não identificado morreu em confronto durante a operação. Segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), o homem foi atingido com dois tiros na região do tórax por um membro do Batalhão de Operações Especiais (Bope).

A versão oficial aponta que os policiais orientaram para que os garimpeiros saíssem do local e fossem para uma triagem. Um dos garimpeiros se recusou e disparou contra os policiais. A agressão foi revidada pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope). O homem foi encaminhado já sem vida para o Hospital Municipal Santo Antônio.

Relatos de moradores locais apontam que os garimpeiros que saíram da região estão na cidade manifestando pelo direito da retirada dos objetos pessoais do garimpo.

Operação

A 2ª fase da Operação Trype, em conjunto com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), teve objetivo de reduzir o impacto ambiental como também problemas de violência gerados pelo aumento do fluxo de pessoas na cidade.

A Polícia Federal também investiga a possibilidade de lavagem de dinheiro. Informações da assessoria apontam que ao menos 160 policiais atuarão durante toda a semana para evitar que os garimpeiros retornem ao local. O garimpo fica em um lugar de difícil acesso e sem sinal de telefone e internet.

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Fonte: Gazeta Digital
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