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Ex-presidente do TJBA é presa e ministro derruba sigilo da Operação Faroeste

Adesembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, foi presa nesta sexta-feira (29).

Ela já tinha sido afastada da função e teve a prisão decretada na nova fase da Operação Faroeste, que apura venda de sentenças para favorecer grileiros de terras na Bahia. Desta vez, a operação recebeu o nome de Joia da Coroa.  A ordem de prisão foi expedida pelo ministro Og Fernandes, do STJ, após pedido da Procuradoria-Geral da República. O ministro também converteu as prisões temporárias expedidas na semana passada em preventivas e retirou o sigilo do processo.

A magistrada estaria, conforme indícios reunidos pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Polícia Federal, destruindo provas e descumprindo a ordem de não manter contato com funcionários.

As apurações já realizadas também reuniram indícios de relações indevidas entre a magistrada e outros investigados no esquema. Um deles é Adaílton Maturino, preso na primeira etapa da operação. Conforme conta da decisão, o investigado, que se apresentava como cônsul de Guiné Bissal, tem uma extensa ficha de crimes e só teve a atividade delitiva suspensa com a prisão.

Maria do Socorro teria atuado em favor de Adailton Maturino, apontado pelo Ministério Público Federal (MPF) como o líder do esquema que tenta grilar terras no Oeste da Bahia.

Em bilhete encontrado na casa de Socorro, há um pedido para o governador da Bahia, Rui Costa. Não é possível dizer que o pedido chegou a ser feito ao petista e nem mesmo atendido.

Diz o trecho: “Pedir ao governador nos atender para que ele fale com o Julio Ribar, da Embrapa Vancy do Aeroporto para atender o pessoal da Addey Taxi Aereo, Yeda Muricy Guimarães”.

Em incursão ao hangar da empresa, a Polícia Federal encontrou uma aeronave que trazia a seguinte inscrição: “Embaixada da Guiné Bissau”.

No sábado (23) o juiz Sérgio Humberto de Quadros Sampaio, da 5ª vara de Substituições da Comarca de Salvador, foi preso na mesma operação. Segundo a decisão do STJ, as investigações apuraram que o juiz Sérgio Humberto mantinha uma vida de luxo em uma residência avaliada em R$ 4,5 milhões e aluguel mensal de R$ 10 mil, fora a taxa condominial. Foram encontrados na casa do juiz quatro carros de luxo, entre eles um porsche e uma BMW, além de três relógios rolex e joias. Segundo o ministro Og Fernandes, esse patrimônio ultrapassa o patamar normal financeiro de um servidor público.

Fonte: Caldeirão Politico

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